Home » Ministro aposentado do Supremo Marco Aurélio Mello diz se arrepender de apoiar indicação de Alexandre de Moraes ao Tribunal

Ministro aposentado do Supremo Marco Aurélio Mello diz se arrepender de apoiar indicação de Alexandre de Moraes ao Tribunal

por erik Pastoris
0 comentários
ministro-aposentado-do-supremo-marco-aurelio-mello-diz-se-arrepender-de-apoiar-indicacao-de-alexandre-de-moraes-ao-tribunal

Por Redação O Sul | 5 de setembro de 2026

A fala ocorre após terem sido tornadas públicas trocas de mensagens entre o Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello disse neste sábado (5), que “se arrependimento matasse não estaria aqui” sobre ter apoiado o nome do ministro Alexandre de Moraes à Suprema Corte. A fala ocorre após terem sido tornadas públicas trocas de mensagens entre o Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do extinto Banco Master.

“Os fatos que vieram à balha são seríssimos. Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavasck, […] eu disse que o presidente Temer tinha um homem talhado para o cargo: professor universitário, membro do Ministério Público, secretário de segurança do prefeito Kassab, secretário de governo do governador Geraldo Alckmin, ministro da justiça. […] Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, afirmou Mello.

O magistrado aposentado ainda comentou que o ministro “vem errando a mão e isso é muito ruim”. A troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes consta em um relatório da PF (Polícia Federal), que teve o sigilo derrubado pelo ministro do STF André Mendonça, acusado por Moraes de atuar fora do regimento jurídico.

Marco Aurélio Mello saiu em defesa da condução de André Mendonça no caso e avaliou que o atual momento da Corte representa uma “inversão de valores”.

“Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF (Polícia Federal) e procedeu como deveria, encaminhando à PGR (Procuradoria-Geral da República)”, declarou.

O relatório da PF mapeou uma série de encontros que ocorreram entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. Segundo o material, o primeiro contato foi intermediado ainda em 2023 por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro (PL), que encaminhou a Vorcaro o número de telefone de Moraes.

Em 2 de fevereiro de 2024, segundo as mensagens analisadas, ocorreu um jantar entre Moraes e Vorcaro, com a presença das respectivas esposas. Em novembro de 2024, ocorreram vários outros encontros.

Em março de 2025, Vorcaro informou à esposa que estava com Moraes e, posteriormente, repetiu a mesma informação a um diretor do Banco Central. Em abril de 2025, ele disse que estava indo encontrar Moraes “perto de casa”.

Moraes ainda não se pronunciou oficialmente sobre as citações. Já a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nulidade do relatório da PF em parecer.

Segundo Paulo Gonet, que também foi citado no relatório, a investigação não poderia ter avançado da forma como foi conduzida sem provocação do Ministério Público. A PGR também questionou o tratamento dado a informações envolvendo autoridades com foro no Supremo. (Com informações da CNN Brasil)

Voltar Todas de Política

você pode gostar