Por Redação O Sul | 18 de setembro de 2026

Lula mencionou especificamente a distância entre a área de exploração na Margem Equatorial e a costa do Amapá.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18) que o petróleo encontrado na Margem Equatorial brasileira pode representar uma nova fronteira de exploração com potencial semelhante ao pré-sal. Durante agenda no Rio de Janeiro, Lula também disse que o Brasil precisa proteger suas riquezas naturais diante do que classificou como interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por petróleo e minerais estratégicos.
“Lá há petróleo… possivelmente o novo pré-sal. Parece ser de mais qualidade”, afirmou Lula. Segundo o presidente, a região localizada na costa do Amapá possui reservas que podem ampliar a produção brasileira de petróleo. Ele destacou que o país precisa investir para garantir o controle sobre os recursos naturais e a segurança de suas fronteiras.
A declaração foi feita durante uma agenda voltada à segurança pública no Rio de Janeiro. Lula mencionou especificamente a distância entre a área de exploração na Margem Equatorial e a costa do Amapá. “Temos petróleo na Margem Equatorial a 175 quilômetros da costa do Amapá. O pré-sal está a 300 quilômetros”, disse.
Na avaliação apresentada pelo presidente, o interesse internacional sobre recursos naturais torna necessário reforçar a proteção do território brasileiro. “O Trump está atrás de minerais críticos, petróleo e terras raras. Não, isso aqui é nosso”, declarou Lula durante o evento.
A Margem Equatorial é considerada pela Petrobras uma nova fronteira exploratória de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. A área se estende pela costa dos Estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte e inclui as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
Recentemente, a Petrobras anunciou a descoberta de petróleo no campo de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A empresa também obteve licença do Ibama para ampliar a campanha exploratória em poços próximos à área da descoberta.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima que a Margem Equatorial tenha potencial superior a 30 bilhões de barris de petróleo. O órgão ressalta, porém, que as áreas ainda dependem de estudos e processos relacionados à exploração. Em junho, a ANP aprovou a indicação de 86 blocos exploratórios da região para eventual inclusão em futuros ciclos da Oferta Permanente de Concessão.
A descoberta de petróleo na região vem sendo tratada pelo governo federal como estratégica para a produção futura do país. A exploração, entretanto, depende de licenciamento ambiental e de novas etapas de avaliação das reservas.
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