A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou um habeas corpus proposto pela defesa de Alifer Amorim da Silva, integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), apontado como gestor financeiro de uma organização criminosa que atuava em diversos crimes e ligada a facção. Na decisão, os magistrados apontaram que mesmo com a denúncia apontando apenas o crime de lavagem de dinheiro, o suspeito deveria permanecer preso por conta da gravidade dos delitos.
Alifer Amorim está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) e é réu em uma ação penal que investiga uma organização criminosa, vinculada ao Comando Vermelho, com atuação no tráfico de drogas, estelionatos digitais e lavagem de dinheiro.
De acordo com a defesa, na decisão que manteve a prisão preventiva, o juízo da Sétima Vara Criminal não teria apresentado fundamentação idônea, individualizada e concreta, e que estaria apoiada exclusivamente na gravidade abstrata do delito imputado ao faccionado. Também foi apontado que não foram analisados pedidos de aplicações de cautelares e foram desconsideradas as condições pessoais favoráveis do investigado, como primariedade, residência fixa e ocupação lícita.
Na decisão, os desembargadores apontaram que a investigação que culminou na deflagração da Operação Gerente Fantasma se iniciou após a apreensão de um celular escondido em uma cela na PCE. O conteúdo extraído do aparelho revelou a existência de uma estrutura criminosa hierarquizada e com divisão de tarefas entre seus integrantes.
Segundo os investigadores, Alifer Amorim teria exercido a função de gestor financeiro de uma área específica da organização, atuação esta que teria sido comprovada através de comprovantes de transferências bancárias via Pix nas quais ele figura como beneficiário. Foi interceptada ainda uma conversa em que o suspeito menciona o transporte de 10 quilos de droga com um homem identificado como “Feijão”.
No habeas corpus, a defesa…


