O Tottenham início de 2026 apenas na 12ª posição da Premier League, retrato fiel de um projeto esportivo sem identidade, ambição ou evolução perceptível. O futebol apresentado pela equipe está entre os mais pobres do cenário europeu, marcado por um modelo previsível e extremamente limitado. A proposta ofensiva do time se resume a lançamentos longos que raramente incomodam a defesa adversária.
O empate sem gols contra o Brentford, fora de casa, no dia 1º de janeiro de 2026, foi mais um capítulo desse cenário terrivel que a equipe enfrenta. A partida teve ritmo lento e praticamente sem emoções, expondo um Tottenham incapaz de formar jogadas com a bola nó pé.

O clube também enfrenta problemas disciplinares envolvendo Yves Bissouma e Djed Spence, situações que aprofundam o ambiente de instabilidade no elenco que já não é muita.
Grande parte da responsabilidade recai sobre Thomas Frank, cujo trabalho no Tottenham escancara suas limitações em contextos de maior exigência competitiva. O treinador insiste em um modelo de jogo rígido, excessivamente direto e pobre em conceitos ofensivos, que até funcionou no Brentford em um cenário de menor pressão, mas que se mostra completamente inadequado para um clube que deveria disputar protagonismo. Falta variação tática, falta leitura de jogo e, sobretudo, falta adaptação ao elenco disponível.
A ausência de construção pelo meio, a baixa ocupação de espaços entre linhas e a incapacidade de propor jogo contra adversários tecnicamente inferiores tornam o Tottenham um time facilmente neutralizado. A insistência em um estilo ultrapassado e pouco sofisticado não apenas limita o rendimento da equipe, como também expõe um projeto esportivo estagnado, sem sinais claros de evolução a curto ou médio prazo.


