Os garis responsáveis pela coleta de lixo em Cuiabá estão em greve desde a tarde desta terça-feira (25), em protesto contra as condições de trabalho e o suposto descumprimento de compromissos assumidos pela Locar Saneamento Ambiental, empresa terceirizada responsável pelo serviço na Capital.
Segundo o advogado Celso Oliveira, que acompanha os trabalhadores, a categoria enfrenta uma situação que ele classifica como de condições de trabalho “análogas à escravidão”.
Com a mobilização, a coleta de resíduos já opera de forma reduzida. De acordo com o advogado, dos cerca de 30 caminhões que normalmente saem diariamente para atender as rotas da cidade, apenas 10 estão deixando a garagem após a deflagração da greve.
A Locar mantém contrato com o município para execução da coleta de resíduos. Documentos oficiais mostram que o Contrato nº 448/2024 foi firmado com a Prefeitura de Cuiabá e recebeu aditivo no início deste ano. A própria administração municipal identifica a empresa como responsável pela prestação do serviço de coleta de lixo doméstico na Capital.
A empresa também foi responsável pela coleta de lixo em Várzea Grande. O contrato firmado com o município vizinho terminou em meio a uma disputa administrativa e judicial. Em março deste ano, o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Cuiabana (Sintrobac) informou que negociações envolvendo a Locar, representantes jurídicos, poder público e Justiça do Trabalho resultaram em acordos para pagamento das verbas rescisórias dos motoristas atingidos pelo encerramento do contrato.
Segundo Celso, porém, a situação dos garis não teria recebido a mesma solução. O advogado afirma que os trabalhadores de Cuiabá acompanharam o que ocorreu em Várzea Grande e decidiram se organizar para reivindicar seus direitos, desta vez por meio de uma comissão formada pelos próprios funcionários e, segundo ele, sem auxílio do sindicato.
“As reclamações sobre as condições oferecidas aos…

