O deputado federal Fábio Garcia (União) decidiu retirar seu nome das articulações para ocupar a vaga de vice na chapa a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e disputará a reeleição ao Congresso Nacional. A decisão, segundo ele, não decorre de qualquer impedimento jurídico ou eleitoral em decorrência da Operação Heritage, mas da necessidade de evitar que as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) criem dificuldades práticas à campanha governista.
Fábio e o ex-governador Mauro Mendes estão entre os investigados submetidos à proibição de contato determinada pelo ministro Flávio Dino. A medida, embora não impeça candidaturas nem estabeleça inelegibilidade, poderia produzir uma situação incomum caso ambos participassem diretamente da mesma chapa. “Não existe qualquer impedimento à minha candidatura. Minha decisão é política e de responsabilidade com um projeto maior. Uma campanha majoritária exige integração, diálogo e presença conjunta. Não seria razoável permitir que uma medida cautelar, que nada tem a ver com a disputa eleitoral, pudesse criar dificuldades para o governador Pivetta ou para a condução da campanha”, afirmou Fábio.
A decisão de Flávio Dino estabelece expressamente a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas comunicações estritamente familiares. A justificativa apresentada é preservar a investigação e evitar eventual alinhamento de versões ou interferência na produção de provas.
Segundo Fábio, a opção de deixar a disputa pela vice busca retirar qualquer possibilidade de que essa restrição interfira na campanha. “Não vou colocar um projeto político coletivo diante de uma dificuldade que pode ser evitada. Tenho absoluta tranquilidade sobre os fatos e sobre a minha conduta, mas também tenho responsabilidade política. Se existe uma restrição de contato, o correto é organizar o processo eleitoral de maneira que ela seja integralmente respeitada e não produza qualquer…

